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Casa da Covilhã
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Dossiê / processo · nível 5·PT FIMS TAV-2-2.2-2.2.3-2.2.3.1-2.2.3.1.2-01-0191·1963-1988·9 descrições abaixo, 8 com objeto digital
Neste dossiê 9 descrições
1Identificação
- Dimensão e suporte1.5
Peças desenhadas: 41 peças desenhadas; papel.
Peças escritas: 1 pasta; papel.
Fotografias: 9 fotografias; papel.
2Contextualização
- Produtor2.1
- Entidade custodiadora
- Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva herdado de Fundo: Távora
3Conteúdo e estrutura
- Âmbito e conteúdo3.1
* #####**Dados sobre a obra**
* **Autor:** Fernando Távora
* **Estado da obra:** construída
* **Localização:** Guimarães, Fermentões
* **Requerente:**
* **Tipo de construção:** recuperação de habitação
4Condições de acesso e uso
- Condições de acesso4.1
Disponibilização da informação online parcial. O acesso à informação poderá ser feito nas instalações da FIMS, mediante marcação prévia e sujeita ao horário de funcionamento da instituição.
herdado de Fundo: Távora- Condições de reprodução4.2
A reprodução dos documentos encontra-se sujeita a algumas restrições tendo em conta o seu tipo, o seu estado de conservação ou o fim a que se destina e carece sempre de autorização prévia da FIMS, enquadrando-se no *[Regulamento interno de reprodução de documentos](http://fims.up.pt/index.php?cat=19)*. Está, ainda, sujeita à legislação sobre direitos de autor e direitos conexos.
herdado de Fundo: Távora- Características físicas e requisitos técnicos4.4
Contém documentos técnicos de arquitectura de difícil manuseamento.
6Notas
- Notas gerais6.2
"De há muito que nos conhecíamos...
Eu sabia algo da sua alma e do seu corpo. Sabia-a iniciada por João, o mestre-escola e embaixador que morreu de saudade e de tristeza, enriquecida por Francisca que nascera na Baía, nobilitada pelo descendente de Bernardo, o secretário do Infante que não chegou a morrer em Alcácer, renascida pelos dobrões que Luís António trouxera de S. João de Rei, despertada pelas iras de outro António, o cónego miguelista que saiu vencido, conservada pelo austero Adelino e tão amada por José.
Eu sabia-a forte e segura, nas suas espessas paredes de granito ou nas suas armações de castanho, mas descobrira-lhe já algumas cicatrizes, fruto de sucessivos crescimentos ou de agravos do tempo que, também a ela, não soube perdoar.
Eu amava a sua pobre riqueza, a sua carreira, o seu portão com o seu muro, o seu terreiro, o seu jardim que outrora fora de buxo, algumas das suas fontes sem água, a sua velha nogueira, a beleza das sua camélias de Fevereiro.
De há muito que nos conhecíamos...
Mas só comecei a conhecê-la melhor quando juntos iniciamos o romance da sua - e nossa - transformação. Havia que tocar-lhe e tocar-lhe foi um acto de amor, longo e lento, persistente e cauteloso, com dúvidas e certezas, foi um processo sinuoso e flexível e não um projecto de estirador, foi um método de homem apaixonado e não de frio tecnocrata, foi um desenho de gesto mais do que um desenho no papel.
Foram, assim, dez anos de muitos longos gestos e de algum pouco papel, dez anos fixando e decidindo com cautela as transformações que ambos - ela e eu - íamos amorosamente aceitando.
Assim cruzámos as nossas vidas. Hoje ela lá está prosseguindo no seu espaço e no seu tempo e o seu desenho aí está escrevendo e recordando a história do nosso romance.
De há muito que nos conhecíamos.
Porém, agora conhecemo-nos melhor e ambos estamos diferentes."
Fernando Távora
8Pontos de acesso
- Assuntos8.1
- Lugares8.1
9No repositório de origem
- Descrição no repositório de origem
História administrativa / biografia 2.2Fernando Távora, Arquitecto — Fernando Távora exerceu atividade de arquiteto, como profissional liberal, de 1946 a 1996, no seu escritório da Rua Duqu…
Do produtor Fernando Távora, Arquitecto.
Fernando Távora exerceu atividade de arquiteto, como profissional liberal, de 1946 a 1996, no seu escritório da Rua Duque de Loulé, nº 98, 3º esq., freguesia da Sé, Porto.







